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FOLHA DO MERCANTILISMO
O MERCANTILISMO (XV A XVIII)
“A comuna medieval legou ao Estado moderno uma sólida tradição de intervenção na vida econômica e social. (...)
Os Estados monárquicos dos séculos XV e XVI encontraram, pois, neste tesouro de experiências e de regulamentos, os primeiros elementos de sua política econômica; numa certa medida, o mercantilismo que começa a se afirmar na França e na Inglaterra na segunda metade do século XV estendeu aos limites das jovens monarquias nacionais as preocupações e as práticas das cidades da idade Média.
(...) Outra antecipação mercantilista: o cuidado de evitar as saídas de numerário e as exportações de ouro e prata. Já em 1381, o Parlamento solicita a opinião dos peritos neste assunto e, sob sua recomendação, os mercadores estrangeiros são obrigados a reinvestir em compras.
(...) Na França, declarações reais renovam esta proibição em 1506, 1540. 1548 e 1574.
(...) Já no início do século XVI, os Reis Católicos estabeleceram, entretanto, todo um sistema de proibições e de monopólios: interdição de exportar o ouro e a prata sob pena de morte, obrigação aos mercadores estrangeiros de fazer seus retornos em mercadorias espanholas, controle das importações de metais preciosos e direito de quinto para o rei, (...).
(DEYON, Pierre. O Mercantilismo. São Paulo, Khronos, 1973, p.14 – 15 – 18 – 45)
“Concordar-se-á facilmente, escreveu em 1664, em que somente a abundância da prata num Estado é que faz a diferença de sua grandeza e de seu poderio”; alguns anos mais tarde, precisa: “Há somente uma mesma quantidade de prata que circula em toda a Europa... não se pode aumentar a prata no reino, sem que ao mesmo tempo se retire a mesma quantidade nos Estados vizinhos”. Pode-se ler ainda no seu memorial de 1670 sobre as finanças: “É preciso aumentar a prata no comércio público atraindo-a dentro do reino, impedindo que ela saia e dando aos homens meios para aproveitá-la...somente o comércio e tudo o que ele depende pode produzir este grande efeito”
(...) é preciso, diz ele, “isentar as entradas das mercadorias que servem às manufaturas do reino, taxar aquelas que permanecem manufaturadas, isentar inteiramente as mercadorias de fora que, tendo pago a entrada, saem, e aliviar os direitos de saída das mercadorias manufaturadas dentro do reino.” Mas a arma essencial desta competição internacional é o desenvolvimento da marinha, a multiplicação das manufaturas e das companhias de comércio, às Colbert devota cuidados atentos. A este respeito ele segue a obra esboçada por Laffemas, Richelieu e Fouquet.
(COLBERT. In: DEYON, Pierre. O Mercantilismo. São Paulo, Khronos, 1973, p.14 – 15 – 18 – 45)
“A apologia do comércio e de seus benefícios constitui um tema banal da literatura econômica dos tempos modernos. Thomas Mun termina em 1622 seu England’s Treasure by foreign trade, de maneira ditirâmbica: ‘o comércio exterior é a riqueza do soberano, a honra do reino, a nobre vocação dos mercadores, nossa subsistência e o emprego de nossos pobres, o melhoramento de nossas terras, a escola de nossos marinheiros, o nervo de nossa guerra, o terror de nossos inimigos.”
(DEYON, Pierre. O Mercantilismo. São Paulo, Khronos, 1973, p.54)
TRABALHOS:
Colégio Pedro II – UESCIII
Disciplina: História
Prof.: Albano
Turmas: 1105, 1107, 1109, ma21, 2108 e 2110.
- No cartaz referente às Reformas deverá constar imagens também referentes aos fatores / motivos do movimento, as características das três igreja tradicionais surgidas no século XVI (luterana, calvinista e anglicana) e também as características da Contra-Reforma católica.
- A pontuação se dará da seguinte forma:
- Cartaz sobre o Renascimento:
- Expansão – 0,2
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